Apresentação de 2 de Julho

Eis a sinopse sobre a sessão de 2 de Julho (14h):
"Nelson Goodman identificou duas categorias a partir das quais podemos determinar as condições de acesso à arte: alografia e autografia. Se a coreografia é a escrita do movimento logo, a dança é uma arte alográfica, uma vez que se constitui a partir de elementos de natureza diversa e com diferentes identidades. Na sua relação com o espaço, o tempo e a imagem, a coreografia surge enquanto hipótese de construção social e estética, promovendo diferentes línguas (ou idiomas) através das quais é a própria linguagem da dança que se vai alargando, sem nunca excluir.

Porque não é possível ter um conceito de arte sem um conceito de realidade, esta sessão apresentará exemplos de coreografias onde a dança não se apresenta como uma linguagem universal, mas enquanto dispositivo construído a partir de diferentes línguas, e de discursos coreográficos. Evocaremos, entre outros, Jerome Robbins, Trisha Brown e Pina Bausch, na sua relação com o espaço físico e urbano e o tempo do movimento, Merce Cunningham e William Forsythe para falar da dança enquanto língua construída a partir do intérprete, Anne Teresa de Keersmaeker e Jérôme Bel, para abordar a relação do contexto, da motivação e da consequência do movimento e do discurso." 


Tiago Bartolomeu Costa


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