Apresentações de 17 de Janeiro
Sinopses das apresentações do dia 17 de Junho (14h)
A caminho do desenho.
O desenho pertence ao grupo daquelas que são algumas das mais antigas manifestações do gênero humano. Desenhos dão-nos vestígios sobre modos de habitar, sobre a origem das palavras, de projetos, do pensar humano. Propomos uma meditação sobre a natureza do desenho a partir de um pequeno texto de Mário de Andrade intitulado Do desenho. Para nossa abordagem, buscaremos tratar as seguintes questões: Em que medida o desenho relaciona-se com a palavra e a linguagem? É todo desenho uma forma artística de representação? A considerá-lo como fato aberto, como pode o desenho colaborar para a compreensão da arte em nosso tempo?
Vinicius Barreto
O que é uma obra de arte segundo George L. Raymond?
George L. Raymond é um filósofo esquecido. Os seus contributos foram muito valiosos, segundo dois autores que decidiram fazer um levantamento da sua obra, mas sem trabalho académico que lhe dê continuidade não é mais que uma arca enterrada. Contudo, não foram estas as circunstâncias que motivaram este pequeno artigo. Raymond faz parte de uma tradição também ela maioritariamente esquecida ou mal compreendida, a saber, a Tradição Escocesa do Senso Comum. Neste sentido, Raymond aparece neste artigo como uma pequena parte de um projeto doxográfico mais alargado. A resposta à questão é entregue pelo tratamento exegético de duas obras, a saber, Art in Theory e Essentials of Aesthetics. O modo de exposição pode-se descrever como analítico. Cinco definições são sequencialmente apresentadas, por ordem ascendente de quantidade de conteúdo. Termos chave são expandidos e esclarecidos. A definição final é revelada logo no início, e depois os passos pelos quais foi construída.
João Pedro Miranda
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